terça-feira, 2 de dezembro de 2008
Escrita chinesa
Mas, que tipo de caracteres é que constituem a escrita chinesa? Os caracteres chineses são formados tendo em atenção a imagem ou forma, o sentido, o som ou o empréstimo das palavras:
• Logogramas - representam palavras (cada caracter representa uma sílaba);
• Pictogramas - representam objectos físicos;
• Ideogramas - representam ideias ou conceitos, surgindo muitas vezes unidos a pictogramas;
• Silabogramas - representam apenas sons, podendo ser utilizados para escrever nomes estrangeiros, por exemplo.
Contudo, os caracteres chineses são mais comuns caracterizados de acordo com a sua composição. Um caracter simples será um pictograma (ou um ideograma); mas todos os caracteres se podem fundir para dar origem a novos caracteres:
• Caracteres Compostos - quando dois ou mais logogramas (podem ser simples, compostos ou complexos) se fundem para formar uma nova palavra;
• Caracteres Complexos - quando um caracter (pode ser simples, composto ou complexo) funde-se com um determinativo
fonte: http://criarmundos.do.sapo.pt/Linguistica/pesquisaescrita024.html
Dinastias chinesas
As dinastias chinesas, como a Han, dominaram por muito tempo, mas também houve dinastias estrangeiras, como Yuan e Qing.
A Dinastia Shang (
A Dinastia Shang foi a primeira dinastia verdadeira e surgiu depois da lendária Dinastia Xia. Localizado no Vale Huang He, o Reino Shang era uma sociedade muito desenvolvida, governada por uma classe de aristocratas de forma hereditária.
A sociedade Shang era dividida em duas classes sociais – a nobreza e o povo– e governada por um rei sacerdote. Famosa pelas suas finas esculturas em jade, trabalhos em cobre e tecidos de seda, a dinastia também desenvolveu carruagens de guerrra puxadas por cavalos e um sistema próprio de escrita durante este período. O sistema de escrita Shang usava mais de 3.000 símbolos, esculpidos em ossos e cascos de tartaruga. Essa linguagem evoluiu mais tarde para os caracteres usados na grafia chinesa.
Ocasionalmente o povo Shang praticava sacrifícios humanos, incluindo a queima de escravos vivos nas tumbas dos seus mestres. A Dinastia Shang acabou quando uma rebelião de escravos derrubou o último imperador.
Dinastia Zhou
(
Em
A dinastia Zhou controlava diretamente apenas algumas partes do norte da China, dividindo o reino em vários estados. Cada um era dominado por um governador local, que apoiava a autoridade central. Ao longo do tempo, estes estados tornaram-se cada vez mais independentes, enfraquecendo o poder da dinastia.
Em
Em
Dinastia Qin (
Depois do colapso da Dinastia Zhou, sete diferentes estados guerrearam entre si para obter o controle da China. O estado de Qin saiu vitorioso e estabeleceu um império forte e autoritário. O Imperador Qin Shi Huang aboliu os estados e criou um governo central forte, que agia de forma cruel e autoritária, com grande eficiência administrativa e um código legal rígido.
O governo Qin trouxe muitas das mudanças duradouras que unificaram a China. A moeda e a escrita chinesas foram padronizadas. O Imperador Qin ordenou a construção da Grande Muralha da China para defender seu reino contra a invasão estrangeira. A Grande Muralha, ampliada e reconstruída por dinastias futuras, estende-se por cerca de 7.240 quilómetros, do Mar Amarelo à Xinjiang, na China ocidental.
Dinastia Han (
![]()
Depois da queda da Dinastia Qin, o poderoso estado Han estabeleceu a Dinastia Han. Ela divide-se em dois períodos: a Dinastia Han Ocidental, que durou
O governo manteve grande parte da estrutura administrativa Qin, mas dispensou a excessiva centralização do poder. Em 8 d.C., um oficial rebelde usurpou o trono para estabelecer a curta Dinastia Xin, mas a Dinastia Han recuperou o poder em 25 d.C. Durante a Dinastia Han Oriental, a economia, a educação e a ciência evoluiram. Havia comércio com os vizinhos do norte, e também com as civilizações na Europa, através da continental Rota da Seda. Escritores criaram grandes obras literárias, incluindo textos históricos e dicionários. Vindo da Índia, o Budismo também foi introduzido na China. A Dinastia Han era extremamente militarizada, e expandiu suas fronteiras para incorporar as regiões que hoje correspondem ao Tibete, Coreia do Norte e norte do Vietname.
fonte: http://www.discoverybrasil.com/china_antiga/dinastias_chinesas
terça-feira, 25 de novembro de 2008
História da gastronomia Chinesa

A variedade de ingredientes e modos de confecção dos pratos fazem da cozinha chinesa uma das mais ricas do mundo.
A culinária chinesa nasceu com os primeiros povos que habitaram a região, há mais de 4 mil anos, e pouco perdeu de suas características. Veio mais a influenciar do que a ser influenciada. Está na origem, por exemplo, da cozinha japonesa e de muitos países do sudeste asiático, como Tailândia e Vietname.
A fome, a pobreza e a guerra que marcaram a história deste país fizeram os chineses deixar de lado tabus alimentares e aproveitar, literalmente, tudo o que se pudesse comer. A acompanhar o arroz, a soja, a carne de porco, o peixe e e legumes, costumam aparecer iguarias exóticas, como barbatana de tubarão, pénis de tigre, carne de cachorro e de gato, cobra, escorpião ou gafanhoto. Eram, no entanto, incapazes de comer bois, pois viam-nos como fiéis companheiros no campo.
Ao preparar uma refeição típica chinesa, o cozinheiro costuma assim nortear-se por vários princípios. O principal deles é o yin e do yang, os dois opostos completam-se. Na cozinha, o importante é encontrar o equilíbrio entre o sabor, temperatura, cor, textura e consistência dos alimentos. Um prato deve ser doce (yin) e o outro salgado (yang); um frio (yin) e o outro quente (yang); um macio (yin) e o outro crocante (yang). Um bom prato chinês obedece a quatro "mandamentos": cor, cheiro, paladar e apresentação.
Os chineses acreditam que a refeição deve ser uma experiência conjunta e traduzir a cooperação que existe entre os familiares e amigos. As pessoas servem-se umas às outras em pequenas porções e comem com palitos, os hashi, que, segundo os chineses, tornam a comida muito mais saborosa do que os tradicionais garfo e faca. Os alimentos já chegam às travessas bem picadinhos, pois cortar e picar são tarefas exclusivas dos cozinheiros e auxiliares.
Os peixes de água doce e salgada, frutos do mar e algas marinhas são consumidos em abundância e sua principal fonte de proteína animal. O peixe seco e salgado é um condimento muito utilizado. Não há muita criação de animais de grande porte. O que prevalece são os animais de pequeno porte, em especial o porco e o frango. Carnes de vitela, cordeiro e cabra são raras na culinária do norte do país. Todas as partes do animal são aproveitadas, dos miúdos aos ossos. As carnes são normalmente secas e curadas, por falta de refrigeração, e chegam à mesa cortadas em pequenos pedaços e misturadas com vegetais.
Embora possuam uma base comum, é possível separar a gastronomia chinesa em quatro grandes regiões:
A China do Norte ou de Pequim (Beijing), que foi durante anos capital do Império.
A China da região central marítima, Xangai (Shangai), onde a manipulação do peixe atinge o seu maior requinte.
A China de Sichuan (Szenchwan), no interior, doce e característica.
A China de Cantão (Guangdong), que mistura elementos de todas estas regiões.
A gastronomia de Cantão é a mais conhecida, devendo a sua riqueza e diversidade a um facto histórico, a queda da dinastia Ming, em 1644, quando a emigração para o sul foi geral. Os veneráveis cozinheiros de Pequim e os seus equipamentos de cozinha, do palácio imperial, fizeram uma longa marcha. Em Cantão, animais de criação como o cachorro, o gato, a cobra e o macaco vão para o prato. Como a culinária é uma arte sem fronteiras, há influências de outras cozinhas na China: tomate, batata e cenoura são ingredientes que chegaram do Ocidente. Para a Itália, a China levou o macarrão.
fonte: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/mulher-culinaria-chinesa/index-culinaria-chinesa.php
Técnicas de Culinária
A fritura é muito frequente na culinária chinesa, utilizando-se normalmente uma caçarola ou uma frigideira redonda e funda.
TIPOS DE FRITURA:
Fritura de Legumes: fritam-se os legumes cortados em tiras ou cubos pequenos, com pouco óleo
Fritura Superficial: É um método de fritura mais lento do que no caso dos legumes
Fritura Profunda: Este tipo de fritura é a mesma que se usa no ocidente, para se obter alimentos crocantes, colocando-se em óleo muito quente.
Fritura em Papel: Pequenos pedaços de carne e peixe se alinham e depois se envolvem em papel celofane, formando pequenos pacotes os quais se fritam até que estejam macios. São servidos envolvidos no celofane que é aberto e descartado pelo degustador utilizando-se os palitos.
Também se usa Cozedura a Vapor: colocam-se folhas de bambu umas sobre as outras, de modo a que os alimentos que demoram mais para cozinhar ficam por baixo, mais perto da água a ferver.
O forno é pouco usado, pois raramente as cozinhas chinesas possuem fornos.











